segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Monumental Praça de Touros da Póvoa de Varzim




No século XIX, as corridas de touros e espectáculos de cavalos ocorriam dentro da Fortaleza da Póvoa. Saídas da fortaleza, foram criadas praças de touro improvidas, construídas em madeira, no Campo das Cobras, junto à Rua Santos Minho.
O projecto para uma praça de touros permanente na Póvoa de Varzim surge durante o Estado Novo por influência de Salvação Barreto, forcado reconhecido, que dirigiu o Casino da Póvoa. O projecto de Fevereiro de 1949 é do Arquitecto Alfredo Coelho de Magalhães e a corrida inaugural teve lugar a 19 de Junho de 1949, com o concurso dos cavaleiros tauromáquicos: Simão da Veiga Jr. e Dr. José Rosa Rodrigues. Em 1959, são substituídas as bancadas de madeira por betão pelo Eng. Mário Fernandes da Ponte.
Foi adquirida pela Câmara Municipal em 23 de Maio de 1984, por escritura pública, à Empresa de Recreios da Póvoa de Varzim. A compra incluiu o acervo documental e museológico da Biblioteca Tauromáquica, ali instalada desde 1962.
Em 1994, é fundado o "Clube Taurino Povoense", sedeado na rua dos Pescadores, com o propósito de incentivar a manutenção da Praça de Touros da Póvoa de Varzim.
A visibilidade e importância da Corrida TV Norte para a tauromaquia no Norte do país, por isso considerada uma das mais relevantes corridas nacionais, e a criação de um novo espectáculo, o rodeio brasileiro que no II Rodeo Country Bulls (2004), fazem com que os protestos das associações animais aumentem de tom, Os rodeios brasileiros desaparecem. Entre os grupos que ali protestaram, na Corrida TV Norte de 2005, contam-se a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), a maior organização do Mundo em matéria de direitos dos animais, a associação portuguesa Animal e a Advocate for Animals, da Escócia.
Em 2008, um empresário alemão propõe transformar a Praça de Touros num biergarten (espaço de lazer, entretenimento e cultura) semelhante ao que existe em Munique na Alemanha.
Actualmente realiza-se as famosas Noites de Verão, entre outros eventos.




terça-feira, 28 de agosto de 2012


Avenida dos Banhos - Póvoa de Varzim








A Avenida dos Banhos é bastante procurada em dias soalheiros e quentes por ser percorrida por um passeio pedonal (o picadeiro) ao longo do areal, indo desde a Praia Redonda, primitivamente conhecida como Praia de Banhos e a Praia da Salgueira, praia clássica de surf.
Inicialmente procurado apenas na época estival, a melhoria da rede viária tornou a avenida popular durante todo o ano, em especial, dias de calor aos fins-de-semana e feriados. No pico do verão, a avenida é, por vezes, encerrada à circulação automóvel, para ser confortável para o elevado número de visitantes. A avenida inclui também uma ciclovia paralela.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Rua 5 de Outubro - Póvoa de Varzim




Em reunião camarária de 2 de Julho de 1912, depois da implementação da República, é decidida a alteração do topónimo tradicional de Rua da Junqueira para Rua Cinco de Outubro. Em 1926, é escrito num jornal "desenganem-se os senhores edis de que, enquanto a Póvoa for Póvoa, o Passeio Alegre há-de ser Passeio Alegre e a rua da Junqueira, rua da Junqueira". A designação oficial manter-se-á até Janeiro de 1966.

Dado o seu carácter comercial, a Rua da Junqueira tornou-se pedonal em 1955, logo das mais antigas em Portugal a proibir a circulação automóvel ou outros "veículos de qualquer espécie", por obra do presidente da câmara Major Mota, cuja estátua em bronze de tamanho real está na entrada da Rua da Junqueira pela Praça da República, junto à Capela de São Roque e Santiago. A importância comercial e empresarial da rua foi crescendo, de tal forma que hoje são poucas as pessoas que aí vivem.

Na rua da Junqueira viveram eminentes figuras poveiristas: na casa no n.º 3 nasceu Leonardo Coimbra, médico e protector das crianças; no n.º 5 faleceu António dos Santos Graça, etnógrafo e jornalista; no n.º 14, viveu e faleceu o jornalista e historiador Cândido Landolt; e no n.º 1 nasceu Viriato Barbosa, investigador em estudos poveiros.

terça-feira, 14 de agosto de 2012


Redescobrir Ala Arriba (excerto)


video


Há cerca de 3 anos, eu e dois colegas da faculdade (Universidade Católica Portuguesa) fizemos um documentário sobre o filme Ala-Arriba e entrevistamos o Senhor Humberto Marques Fernandes. O documentário conta com cerca de 30 minutos e o Senhor Humberto é figura principal do filme.

Francisco Silva


domingo, 12 de agosto de 2012


"Os Nossos Poveiros pelo Mundo"

Fortaleza - Brasil







Assento Baptismo

Aos quinze dias do mês de agosto do ano de mil novecentos e dez nesta paroquial Igreja de Santa Maria de Adolfe, conselho de Vila Real, Arquidiocese de Braga o Reverendo presbítero José Antonio Borges, desta freguesia, supriu as cerimônias do Batismo a um indivíduo do sexo masculino a quem deu o nome de João, que foi batizado, em caso de necessidade, por sua avó Margarida Alves Pimenta, do lugar de Comchedo desta freguesia, onde nasceu no primeiro dia do mês de maio do ano corrente, filho ilegítimo, primeiro deste nome, de Brígida Ribeiro, solteira, doméstica, paroquiana e moradora nesta freguesia, neto paterno de avós incógnitos e maternos de Francisco José Ribeiro e Margarida Alves Pimenta, desta freguesia. Foram padrinhos os avós maternos. No mesmo ato, compareceu perante mim, das testemunhas abaixo nomeadas, Brígida Ribeiro que declarou reconhecer aquela criança, que acaba de ser batizada, por seu filho para todos os efeitos legais. Foram testemunhas presentes Francisco José Ribeiro e Padre José Antonio Borges, desta freguesia. Para constar lavrei em duplicado este assento que depois de lido e conferido perante a mãe e testemunhas o assinamos. A madrinha não assina por não saber. Erunt supra.

O Pároco Viturino Gonçalves Melo

Nota: João legitimado por subseqüente matrimônio de sua mãe com João Gonçalves Martins, de Terroso, Povoa de Varzim.......






Vou tentar resumir a minha história. Nasci em Fortaleza (foto 01), Estado do Ceará, Brasil em 22/02/1949, portanto tenho 63 anos. Sou casado há 33 anos com Silvia Helena (foto 02). Minha mãe faleceu quando eu tinha 4 anos. Ela era brasileira e nasceu em Areia Branca (foto 03), uma ainda pequena cidade do Estado do Rio Grande do Norte. Meu pai, João Gonçalves Martins Junior (foto 04 e 05), nasceu em Vila Real/Portugal em 1º de maio de 1910 e faleceu em Fortaleza em 1967. Ele pouco falava dos ancestrais dele e eu, como não tinha o menor interesse, não fazia perguntas.
Há uns seis anos, minha irmã, a procura de documentos para obter a cidadania portuguesa e, com isso, tirar o passaporte da comunidade européia, foi a Portugal e obteve uma cópia do registro do meu pai (foto 06 e 07). Somente então fiquei sabendo que meu avô, João Gonçalves Martins (foto 08), era natural de Póvoa de Varzim, freguesia de Terroso.
Com um primo que mora no Estado de São Paulo, e que morou muito tempo com minha avó, Brigida Ribeiro Martins (foto 09), obtive uma foto (foto 10) do meu avô tirada nos estúdios do fotógrafo Avelino Barros. Aliás, Avelino Barros foi um premiado fotógrafo português que foi autorizado pelo rei a usar em suas fotos as Armas Reais Portuguesas, isso valorizou muito o seu trabalho. Descobri que tem uma rua, em Póvoa de Varzim, com o nome de Avelino Barros, mas não descobri nada a respeito de algum acervo deixado por ele.
Quando a minha irmã estava a reunir documentos, fui a Areia Branca buscar a certidão da minha mãe. A cidade é muito pequena, e em conversa com algumas pessoas, descobri uns primos que moram lá e que eu jamais pensei que pudessem existir, filhos de um irmão da minha mãe que meu pai nunca falou que existiu. Da mesma forma, é possível que exista algum parente meu em Póvoa de Varzim que possa, pelo menos, dizer quem é a pessoa que está na foto (foto 10) com meu avô (risos).
A foto do (foto 11) é apenas para identificar os meus bisavós citados na certidão: Francisco José Ribeiro e Margarida Alves Pimenta.

António Martins

sábado, 4 de agosto de 2012

Igreja Românica de São Pedro de Rates - Póvoa de Varzim










A Igreja de São Pedro de Rates, também referida como Igreja Românica de Rates, localiza-se em São Pedro de Rates, concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, em Portugal. Constitui um dos mais importantes monumentos românicos medievais no então emergente reino de Portugal, dada a relevância das formas arquitectónicas e escultóricas.
Situada junto à bacia do rio Ave, é um dos mais importantes mosteiros beneditinos clunicenses e está ligado à lenda de São Pedro de Rates, mítico primeiro bispo de Braga, "primaz das Espanhas" (reinos da Península Ibérica), hipótese que remonta essencialmente ao século XVI.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ala-Arriba pela Póvoa
video



Ala-Arriba é uma expressão usada pela comunidade piscatória da Póvoa de Varzim e significa "força (para cima)". O conceito refere-se à tradicional entre-ajuda numa comunidade, junto da qual tem servido de lema.
A expressão era usada quando os habitantes tiravam os barcos do mar, à força de braços, para os pôr a seco na praia. Este hábito comunitário foi pouco a pouco desaparecendo com a construção do porto. Traduzia hábitos vividos tanto na cidade da Póvoa como em pequenas localidades vizinhas directamente relacionadas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Cividade de Terroso - Póvoa de Varzim





A Cividade de Terroso encontra-se a 153 metros de altitude, local onde existiu uma povoação entre 800 a. C e o século III d. C. Foi descoberta no século XX por Rocha Peixoto e começou a ser escavada a partir de 1980. Os seus vestígios arqueológicos podem ser visitados no Museu Municipal. A Cividade de Terroso é uma das mais importantes estações arqueológicas da cultura castreja do Noroeste Peninsular. A partir das escavações que se têm vindo a fazer é possível traçar uma visão geral sobre a história da Cividade. Está classificada como Imóvel de Interesse Público.