domingo, 23 de maio de 2010



Padre Aurélio Martins de Faria








O padre Aurélio Martins de Faria, filho de José Martins de Faria, natural de Barcelos e contador da Comarca da Póvoa de Varzim, e de Deolinda Rosa de Jesus Carneiro e Faria, da Póvoa de Varzim, nasceu nesta cidade no dia 29 de Novembro de 1887 e faleceu na sua casa da Praça do Almada, no dia 20 de Maio de 1972. Ordenou-se sacerdote aos 25 anos, em 21 de Setembro de 1912, frequentou depois a Universidade de Coimbra e foi prior da Póvoa de Varzim desde 6 de Maio de 1923 a 15 de Agosto de 1924. Foi professor do Seminário de Évora e do Colégio de D. Nuno, na Póvoa de Varzim. Foi um dos fundadores do Corpo Nacional de Escutas, na Póvoa de Varzim, em Outubro de 1923, assim como das conferências de S. Vicente de Paulo. No escutismo chefiou a delegação da Póvoa de Varzim ao 1º acampamento nacional, em Aljubarrota, no mês de Agosto de 1926 (no qual tomamos parte) e foi o primeiro Comissário Geral dos Lobitos. Foi, também, juntamente com o Sr. José Martins de Sá e o Dr. Abílio Garcia de Carvalho, um dos fundadores, dos Escuteiros Marítimos na Póvoa de Varzim. Dedicou-se a muitas obras juvenis, incutindo sempre, nos jovens, o amor a deus e à pátria. A ele se deve o padrão da independência, erecto na praça do Marquês de Pombal, com desenho da sua autoria. Foi o tesoureiro apostolado da oração e da confraria de Nossa Senhora de Lourdes e, como tal, foi o principal colaborador do padre José António de Campos na conclusão das obras da basílica do Sagrado Coração de Jesus. Sacerdote exemplar e muito esmoler, estava sempre pronto a acudir qualquer aflição de que tivesse conhecimento, fazendo-o quase sempre, anonimamente. Educou e orientou moralmente centenas de jovens da nossa terra e realizou, ensaiou e encenou algumas peças de teatro juvenil, que levou à cena, como «Jovens Cativos» e «Andaluma». Foi o protótipo do bom escuteiro, do bom educador, do bom cidadão e do bom amigo de todos, conhecidos ou desconhecidos, particularmente dos pobres e dos necessitados, procedendo sempre como o Bom Samaritano da parábola bíblica. A sua forte personalidade foi sempre respeitada por todos os que com ele privavam e mesmo por todos que apenas o conheciam.


domingo, 16 de maio de 2010





























Casino da Póvoa de Varzim

Situado a 16 Km da cidade do Porto, a 18 Km do Aeroporto e a 90 Km da fronteira terreste de Valença-Tuy.A história do Casino da Póvoa tem início a 28 de Fevereiro de 1930, data em que se começa a construir um edíficio de feição neoclássica, estilo Escola Francesa de Garnier sendo este último criador da famosa Ópera de Paris e do Casino de Monte Carlo. Esta obra é da responsabilidade conjunta do Arqº José Coelho e do Engº. Alberto Vilaça. Em 1934, tem lugar a abertura de portas do casino que depressa se transforma no maior Casino do Norte e numa referência nacional.

Tem mais de 600 slot machines e na sala de jogo, mesas de Black Jack, Banca Francesa e Baccará, entre outras. Existem também salas de jantar e de espectáculos.

http://www.casino-estoril.pt/


“Clique nas imagens para serem aumentadas”

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Centenário do nascimento de
Eduardo Pereira Pinto
1910 / 2010
















Para assinalar o centenário do nascimento de Eduardo Pereira Pinto, foram emitidos 50 selos de € 0,32, para correio normal até 20 gr. e 25 selos de € 0,60, para correio normal até 100 gr..

Os 50 selos de € 0,32, 25 vão ser distribuídos pelos netos e pelos amigos mais próximos.

Assim, agradeço que os netos interessados me enviem o nome completo e a respectiva morada para joseruicaldas@gmail.com


domingo, 9 de maio de 2010



Grande Hotel

























O Hotel Palácio (posteriormente Grande Hotel) é um edifício modernista de grande impacto e é da autoria do arquitecto Rogério de Azevedo. Do mesmo arquitecto e construído na mesma altura, o Casino da Póvoa é a marca urbana mais reconhecida da Póvoa de Varzim, sendo um edifício de feição neoclássica ao estilo da escola francesa de Garnier.


“Clique nas imagens para serem aumentadas”

sexta-feira, 30 de abril de 2010


























Avenida dos Banhos

Em 1811 denominava-se Rua da Regoiça e era povoada por residências de pescadores do Bairro Norte, com a popularidade das praias foram surgindo habitações balneares e passou a ser denominada, espontâneamente, de Rua dos Banhos por volta de 1846. Em 1897 passa à denominação presente de Avenida dos Banhos. Depois chegou a ser Avenida Brasil a partir 1916 e em 1926, Rua dos Heróis da Grande Guerra. Só em 1966 é que foi oficializada a denominação popular de Avenida dos Banhos.

David Alves projecta a criação de uma grande avenida dos Banhos para rivalizar com Nice e Ostende, levando até que fosse criado um projecto em 1917 desenhado pelo arquitecto Moura Coutinho, com a avenida percorrida por villas multifamiliares, mais ou menos de feição uniforme, de aspecto modernista com belas arcarias, mas que não foi avante. Mais tarde em meados do século XX, as villas foram dado lugar a outros edifícios multifamiliares para veraneantes com muito pouca atenção em relação à estética. Entre 1998 e a actualidade procedeu-se à sua recuperação urbanística, obra do arquitecto Rui Bianchi, que já foi objecto de um Prémio Turismo pelo Instituto de Turismo de Portugal, conquistando uma Menção Honrosa na 2ª edição do Prémio Turismo, na categoria "Ambiente Praia".
Inicialmente entre o Passeio Alegre e a Esplanada do Carvalhido, a Avenida dos Banhos teve sucessivos prolongamentos, desde o prolongamento para sul, em que se confunde com o Largo do Passeio Alegre, até ao prolongamento para norte, seguindo a expansão da vila para Norte, até ao antigo estádio Gomes de Amorim, onde hoje são as piscinas da Varzim Lazer.

A Avenida dos Banhos é bastante procurada em dias solarengos e quentes por ser percorrida por um passeio pedonal (o picadeiro) ao longo do areal, indo desde a Praia Redonda, primitivamente conhecida como Praia de Banhos e a Praia da Salgueira, praia clássica de surf.
Inicialmente procurado apenas na época estival, a melhoria da rede viária tornou a avenida popular durante todo o ano, em especial, dias de calor aos fins-de-semana e feriados. No pico do verão, a avenida é, por vezes, encerrada à circulação automóvel, para ser confortável para o elevado número de visitantes. A avenida inclui também uma ciclovia paralela.
Ao longo do passeio encontram-se as discotecas da cidade, o Hit Club, no extremo sul e o Buddha Club no extremo Norte. Entre os cafés, saltam à vista os construídos em cima do areal: o Diana Bar e o Café Guarda-Sol, ambos os edifícios actuais são da época de 1938-1939, num licenciamento pelo então presidente da Câmara Silveira Campos que foi bastante controverso mesmo na época. No entanto, ambos os locais adquiriram relevo histórico para a cidade: O Diana Bar era um café bem frequentado e especialmente popular entre escritores para tertúlias, que acabou por encerrar aquando da morte do dono e ser adquirido pela câmara municipal que o transformou em biblioteca de praia e o mais antigo Café Guarda-sol foi onde surgiu a Francesinha poveira, foi o primeiro e é o mais antigo bar de praia em Portugal, funcionando desde Junho de 1922, e ainda hoje continua em actividade.
Ao longo da avenida existem vários bares e esplanadas, sendo os do lado do mar pequenos bares em madeira colocados em cima do areal. A meio da avenida, existe uma praça-praia conhecida como Esplanada do Carvalhido, lugar também histórico, apesar das sucessivas remodelações e que nos primórdios marcava o limite norte da Póvoa de Varzim.


“Clique nas imagens para serem aumentadas”


terça-feira, 27 de abril de 2010












Caetano Vasques Calafate

Nasceu na Póvoa de Varzim em 12/05/1890 e faleceu em 04/12/1963.
Professor, escritor e jornalista, dedicou grande parte da sua vida à luta pela defesa intransigente dos interesse e anseios da classe piscatória, trabalhando sem desfalecimento, sustentando na imprensa diária de Lisboa e Porto e nos jornais locais uma intensa campanha pela construção do porto de pesca da Póvoa de Varzim.
Orientou e impulsionou o trabalho de propaganda e angariação de fundos para a construção da Casa dos Pescadores da Póvoa de Varzim (1926), a primeira do país.
Obras principais: "Moral e Religião " (1920), "Acção Social do Carácter" (1922), "A Vocação Colonizadora dos Portugueses" (1961) e "Verbo, Vigor e Acção" (1966). 


sábado, 24 de abril de 2010




























Passeio Alegre
A Rua da Areosa é relatada em 1758 como já existindo. Inicialmente era um local destinado à seca das redes dos pescadores. A Real Irmandade da Lapa exercia jurisdição sobre este terreno. Existia uma ideia de construção de um mercado, mas que não avançou. Com a provisão de 11 de Março de 1840, depois de questões com a Real Irmandade da Lapa, é lançada a primeira pedra da Capela de São José de Ribamar no dia 15 de Abril de 1844 e construída a Escola Camões. A Rua da Areosa que ficava junto ao cais e ao paredão do Porto da Póvoa de Varzim. A capela assistia os que vinham à Póvoa aos banhos do mar e aos banheiros, aguadeiros e enfermeiros, pessoas que prestavam serviços aos banhistas.
A popularidade balnear da Póvoa de Varzim, nomeadamente em talassoterapia, leva ao argumento e enobrecimento da rua, que passa à denominação de Passeio Alegre e ao início da tradição dos banhos quentes, em que se destaca o curioso balneário de banhos quentes, na Alameda do Passeio Alegre, hoje desaparecido. No início do século XX, é demolida a escola e a capela, para se criar uma alameda mais ampla e aprazível. A meio da praça é erigido um coreto, mais tarde também demolido. E, passou a ser destino da Linha de Americanos. Em 1909, ergue-se o monumento ao Cego do Maio. Ali encontrava-se também o primeiro campo de jogos do Varzim Sport Club. No início da década de 1930, são erigidos o Monumental Casino (Casino da Póvoa) e o Hotel Palácio (Grande Hotel da Póvoa), considerado um investimento faraónico para a época em Portugal, perdurando no tempo a tradição do jogo na Póvoa que se tinha celebrizado em volta do Largo do Café Chinês, que se prolongou pela Rua dos Cafés até ao Passeio Alegre, estando o Grande Hotel construído no local do antigo Café Universal.
Aquando da escavação para a construção do parque de estacionamento subterrâneo do Casino no final da década de 1990, descobriram-se restos de uma ponte histórica, que agora, numa vala, divide o Passeio Alegre da Praça do Casino da Póvoa.

“Clique nas imagens para serem aumentadas”